A ação aponta que, mesmo após notificações formais e recomendações do Ministério Público, a prefeita não instituiu a equipe de transição, essencial para garantir a continuidade de serviços públicos como saúde, educação, coleta de lixo e transporte escolar, além de assegurar a transparência na entrega de dados administrativos ao novo governo.

De acordo com a promotoria, a gestora atrasou ou omitiu informações importantes, dificultando a inspeção de imóveis e a análise da situação fiscal e patrimonial do município. Além disso, o cronograma de visitas técnicas foi considerado incompatível, com atividades marcadas para o período de recesso natalino, inviabilizando a realização completa do processo.

O MPMA classificou a conduta da prefeita como possível ato de improbidade administrativa, que também pode configurar crime devido ao extravio ou retenção indevida de documentos públicos.

Diante da situação, o MPMA solicita que a Justiça determine, em caráter liminar: a entrega imediata do relatório administrativo e de todos os documentos exigidos por lei; a revisão do cronograma de transição, com a viabilização de visitas às unidades administrativas essenciais; a aplicação de multa diária de R$ 5.000 à prefeita em caso de descumprimento; e, caso a situação persista, o bloqueio de verbas públicas do município, como forma de garantir o cumprimento das determinações judiciais.

No mesmo sentido, o prefeito eleito, Gleydson Resende da Silva, do União Brasil, protocolou uma representação com pedido de medida cautelar junto ao TCE-MA. Segundo o documento, a prefeita Claudimê estaria dificultando a transição de governo ao não instituir uma equipe de transição efetiva, essencial para o acesso a dados financeiros, administrativos e patrimoniais.

Gleydson Resende afirmou que as dificuldades impostas pela gestão atual têm o objetivo de prejudicar a administração entrante, gerando um “caos administrativo” nos primeiros meses de 2025. A representação também acusa a prefeita de decretar pontos facultativos arbitrários, o que teria suspendido serviços públicos sem justificativa.

Fonte: Folha do Maranhão