
O Ministério da Saúde do governo Lula aproveitou a repercussão de uma polêmica envolvendo Neymar e a modelo Any Awada para reforçar informações sobre métodos contraceptivos e desmentir uma crença popular.
Sem mencionar diretamente o jogador ou a modelo, o ministério publicou em suas redes sociais uma orientação explicando que urinar após a relação sexual não previne a gravidez indesejada.
“A urina sai da uretra, enquanto o esperma entra pelo canal vaginal e segue em direção ao útero. Ou seja, urinar não interfere na fecundação”, afirmou a publicação.
A postagem também reforça que métodos contraceptivos eficazes incluem camisinha, pílulas anticoncepcionais, DIU, entre outros métodos recomendados por profissionais de saúde.
A movimentação do ministério ocorreu após a modelo Any Awada viralizar ao afirmar que urinou logo após ter relações com Neymar, acreditando que isso evitaria uma possível gravidez. “Gente, fiquem tranquilos, porque eu fiz xixi logo em seguida. E quando você faz xixi logo em seguida, você não engravida. Então, tipo assim, não tem essa possibilidade”, disse a jovem em suas redes sociais antes de anunciar a suposta gestação.
O caso gerou grande repercussão online, com muitos internautas comentando sobre a falta de informação em torno do tema. Especialistas destacam que a crença de que urinar após o sexo previne gravidez é um mito antigo e perigoso, já que pode levar à exposição desprotegida a gestações indesejadas e até infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), se métodos adequados não forem utilizados.
O episódio serviu como alerta para a importância da educação sexual baseada em ciência e orientações médicas, tema que o Ministério da Saúde aproveitou para ressaltar em sua campanha digital.
