
Nesta data, a população de Passagem Franca assistiu a um triste e revoltante episódio na Câmara Municipal. Em vez de estenderem a mão ao povo e ajudarem o SAAE a sair do colapso herdado por gestões passadas, os vereadores Vicente Brito, Bentinho, Lorena, Marlene Carneiro, Raimundo Cabelo e Augusto Jr. preferiram agir contra os interesses da cidade e votaram contra o Projeto de Lei 05/2025, que institui o programa de Refis (parcelamento e desconto de dívidas com o SAAE).
A proposta apresentada pelo SAAE, que esteve em análise por quase um mês, não visava privilégios ou politicagem, mas sim a recuperação financeira da autarquia e, consequentemente, a melhoria dos serviços de abastecimento de água – um direito básico que tem sido negligenciado há anos por culpa do abandono da infraestrutura.
Com descontos que chegavam a 95% para pessoas em situação de vulnerabilidade, o projeto era uma chance real de regularização para centenas de famílias e uma injeção de fôlego para que o SAAE pudesse investir em melhorias urgentes. Mas, num gesto que escancara a irresponsabilidade e a insensibilidade, os vereadores de oposição fecharam os olhos para a realidade da população e votaram contra.
Fica a pergunta: quem ganha com essa decisão? Certamente, não é o povo. O que se viu hoje foi um claro boicote à reconstrução de um serviço essencial. O voto contrário ao Refis foi um voto a favor do atraso, da precariedade e da continuação do sofrimento de quem abre a torneira e vê apenas ar.
A população precisa saber: quando mais uma bomba queimar, quando faltar água em mais um bairro, quando o SAAE não tiver como agir por falta de recursos, lembrem-se de quem virou as costas para a solução. A história está registrada. E o povo de Passagem Franca saberá, no momento certo, cobrar essa fatura.
Fonte: Deu Tertapf
