
O café, um dos itens mais tradicionais na mesa do brasileiro, registrou uma disparada histórica nos preços. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados por meio do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o produto acumulou uma alta de 80,2% nos últimos 12 meses.
Essa é a maior inflação registrada para o café desde a criação do Plano Real, em 1994, marco que estabilizou a economia brasileira após um longo período de hiperinflação. A alta expressiva tem pesado no bolso dos consumidores e afetado diretamente o orçamento doméstico.
Especialistas apontam que diversos fatores contribuíram para esse aumento, entre eles as condições climáticas adversas, como a seca e as geadas que atingiram as lavouras de café, além da alta nos custos de produção e da valorização das exportações. Com a oferta comprometida e a demanda aquecida, os preços dispararam.
O impacto não se limita às prateleiras dos supermercados. Cafeterias, padarias e restaurantes também têm sentido o aumento nos custos, o que pode resultar em novos reajustes para os consumidores finais.
A tendência agora é de atenção redobrada por parte dos economistas e do governo, já que aumentos significativos em itens de consumo básico, como o café, podem pressionar ainda mais os índices de inflação e impactar o poder de compra da população.
