
Teerã/Jerusalém – O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, afirmou nesta quinta-feira (19/6) que o envolvimento dos Estados Unidos no conflito entre Irã e Israel demonstra a “fraqueza e incapacidade” do governo israelense. A declaração foi feita por meio da rede social X (antigo Twitter), em meio à crescente escalada militar entre os dois países.
“O próprio fato de os amigos norte-americanos do regime sionista terem entrado em cena e estarem dizendo tais coisas é um sinal da fraqueza e incapacidade desse regime”, disse Khamenei, referindo-se ao apoio dos EUA a Israel.
O conflito, que já dura sete dias, se intensificou após o Irã lançar um ataque com mísseis contra o Hospital Soroka, localizado no sul de Israel. O bombardeio deixou ao menos 71 pessoas feridas, de acordo com autoridades israelenses.
A ofensiva iraniana provocou forte reação de Israel. O ministro da Defesa, Israel Katz, classificou Khamenei como um “covarde ditador” e acusou o Irã de cometer crimes de guerra. “Esses são crimes de guerra da mais grave gravidade – e Khamenei será responsabilizado por seus crimes”, afirmou Katz.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, também endureceu o discurso e prometeu uma resposta dura. “Exigiremos o preço integral dos tiranos em Teerã pelo ataque ao Hospital de Soroka”, declarou.
Do lado norte-americano, o ex-presidente Donald Trump, que voltou a assumir uma postura mais agressiva em relação ao Irã, exigiu a rendição do país persa. Em declaração recente, Trump afirmou: “Não queremos mísseis disparados contra civis ou soldados americanos. Nossa paciência está se esgotando”. Ele ainda acrescentou que não pretende “matar Khamenei por enquanto”, aumentando a tensão diplomática entre Washington e Teerã.
Enquanto a troca de ataques aéreos continua, os Estados Unidos têm sinalizado interesse em tentar encerrar o conflito, mas a retórica bélica de ambos os lados indica que a crise pode se aprofundar nos próximos dias.
