Portinho diz que Alcolumbre não deve barrar quebra de sigilo de “Lulinha” aprovada pela CPMI do INSS

O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (PL-RJ), afirmou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não deve reverter a decisão da CPMI do INSS que aprovou a quebra de sigilo do empresário Fábio Luiz Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Mais cedo, a comissão parlamentar mista de inquérito aprovou a quebra de sigilo do empresário, citado no escândalo envolvendo o INSS.

O caso foi revelado pelo portal Metrópoles. Após a votação, parlamentares da base do PT acionaram Alcolumbre na tentativa de reverter a medida.

Aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, Portinho declarou que a decisão já foi tomada pelos integrantes da comissão e que uma eventual intervenção do presidente do Senado causaria estranheza.

“Ficaria estranho se ele barrasse, não ficaria? É uma questão que foi decidida pelos próprios senadores. Ele não faria isso, até mesmo porque assessores dos senadores já foram abordados pela CPI”, afirmou o líder do PL.

A avaliação de Portinho, no entanto, contrasta com a leitura feita por integrantes da cúpula da CPMI. Segundo esse grupo, Alcolumbre não deve assumir o desgaste político de contrariar o governo federal e demais membros do Congresso Nacional ao manter a quebra de sigilo.

O episódio intensifica a tensão entre governistas e oposição no âmbito da investigação sobre o INSS e amplia o embate político em torno dos desdobramentos da comissão.

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