
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido de liminar apresentado pela defesa do funkeiro MC Ryan SP, que buscava o trancamento de um inquérito policial instaurado em 2020. Com a decisão, a investigação segue em andamento.
O inquérito apura uma série de supostas irregularidades ocorridas durante a gravação de um videoclipe no condomínio de luxo Aruã Eco Park, em abril daquele ano. A apuração teve início após denúncia feita pela associação de proprietários do local.
Entre os possíveis crimes investigados estão porte e oferta eventual de drogas, produção de cenas de sexo explícito ou pornografia envolvendo menores, fornecimento de bebida alcoólica a menores, ato obsceno, perturbação do sossego e exposição da vida de terceiros a perigo.
A defesa do cantor recorreu ao STJ alegando excesso de prazo na condução do inquérito, aberto em maio de 2020 e ainda sem conclusão. Segundo os advogados, a demora violaria o princípio da presunção de inocência.
Além disso, a defesa argumentou que as provas reunidas até o momento, como degravações de conteúdos em redes sociais, não teriam identificado materialidade nem autoria dos supostos crimes.
Apesar dos argumentos, o STJ decidiu negar a liminar, permitindo que as investigações continuem até que haja uma conclusão definitiva sobre o caso.
