
O vereador de São Paulo, Senival Moura (PT), preso na quinta-feira (25), alegou não ter condições financeiras para arcar com as custas de um processo judicial em que é cobrado por uma dívida de R$ 69 mil de IPTU. O pedido de gratuidade da Justiça foi apresentado em uma ação de cobrança movida em 2022.
A informação chama atenção porque, segundo investigação da Polícia Civil, o parlamentar é suspeito de ter movimentado cerca de R$ 4,3 milhões em um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). O processo em que Senival solicitou a isenção das custas foi protocolado uma semana após um dos repasses financeiros monitorados pelos investigadores.
De acordo com as apurações, Senival Moura exercia o chamado “controle fático” da empresa Transunião Transportes S.A., apontada pela Polícia Civil como uma das principais estruturas utilizadas para a suposta lavagem de dinheiro da facção criminosa.
A defesa do vereador nega qualquer envolvimento nos crimes investigados. Em nota, os advogados afirmaram que a investigação demonstrará “a inexistência de qualquer conduta ilícita de sua parte” e sustentam que Senival não participou de qualquer esquema criminoso.
O caso segue sob investigação das autoridades, que apuram a origem e o destino dos recursos financeiros, além da eventual participação de outras pessoas no suposto esquema.
