O movimento hip-hop do Distrito Federal está de luto. Morreu neste domingo (5), aos 56 anos, o artista Rivas Alves, um dos principais nomes da cultura hip-hop em Ceilândia (DF). A informação foi confirmada pela família por meio das redes sociais, em uma nota de pesar que destacou a importância de sua trajetória artística e o legado deixado para a comunidade.
Na publicação, familiares ressaltaram que Rivas marcou a vida de muitas pessoas com sua criatividade, talento, fé e sensibilidade, afirmando que sua história permanecerá viva por meio da arte, da inspiração e das lembranças construídas ao longo de décadas de atuação no movimento.
Nas últimas semanas, o artista enfrentava sérios problemas de saúde. De acordo com informações divulgadas por sua equipe, ele buscou atendimento em diferentes unidades de saúde após apresentar fortes dores na região pulmonar, extrema fraqueza, dificuldade para se alimentar e agravamento da capacidade respiratória.
Durante esse período, Rivas passou por hospitais regionais, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e hospitais particulares. Inicialmente, recebeu o diagnóstico de pneumonia. No decorrer do tratamento, exames complementares e biópsias confirmaram que ele também estava com câncer.
Segundo a equipe do artista, a pneumonia havia sido controlada e o tratamento oncológico seria iniciado com sessões de quimioterapia, acompanhadas por especialistas. No entanto, Rivas não resistiu e faleceu neste domingo.
Nascido em 27 de julho de 1969, Rivas Alves dedicou mais de 40 anos à cultura hip-hop, atuando nos quatro elementos do movimento: rap, breaking, grafite e DJ. Reconhecido como uma das maiores referências da cena cultural de Ceilândia, ajudou a fortalecer o hip-hop desde a década de 1980, inspirando gerações de artistas e contribuindo para a valorização da cultura periférica no Distrito Federal.
A morte de Rivas Alves representa uma grande perda para o cenário cultural brasileiro. Seu legado permanecerá vivo na história do hip-hop e na memória de todos que acompanharam sua trajetória e reconheceram sua contribuição para a arte, a cultura e a transformação social.
