Conselheira tutelar relata impedimento de acesso ao HRSM durante atendimento de adolescente com suspeita de coma alcoólico

Uma conselheira tutelar relatou ter sido impedida de acessar o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), na noite do último domingo (5), enquanto se dirigia à unidade para acompanhar o atendimento de uma adolescente de aproximadamente 14 anos, que teria dado entrada no hospital com sintomas compatíveis com coma alcoólico e sem a presença de um responsável legal.

 

Segundo o relato, a conselheira foi acionada para acompanhar o caso e, ao chegar ao Pronto-Socorro da Pediatria, apresentou sua identificação funcional e informou o motivo de sua presença. No entanto, a equipe de segurança da unidade não teria autorizado sua entrada.

 

Ainda conforme a versão apresentada, mesmo após se identificar oficialmente, a conselheira foi orientada a deixar o local e realizar um novo procedimento de identificação em outra portaria, o que teria atrasado sua atuação.

 

De acordo com o relato, a adolescente permanecia nas proximidades do local onde ocorreu a abordagem, situação que teria impedido o acompanhamento imediato do atendimento e a adoção das medidas de proteção previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

 

O episódio deverá ser apurado para esclarecer as circunstâncias da ocorrência e verificar se houve embaraço ao exercício da função pública desempenhada pelo Conselho Tutelar.

 

A reportagem mantém espaço aberto para manifestação do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), da empresa responsável pela segurança da unidade e da Secretaria de Saúde do Distrito Federal sobre o caso.

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