
Duas testemunhas interrogadas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público detalharam como Julio Casares retirava dinheiro em espécie do clube, em envelopes e sacolas, pelo menos uma vez por mês.
As testemunhas trabalhavam diretamente com o ex-presidente desde do início ao fim de sua gestão. Segundo os depoimentos, os valores pedidos por Casares ao departamento financeiro eram entregues em envelopes na sala da presidência, no segundo andar do Morumbis.
Uma das testemunha foi questionada se já havia feito este tipo de transação financeira em outras ocasiões, sob a gestão de outros presidentes, mas respondeu que essa prática começou no início de 2021. Foram detectados 35 saques das contas do clube, totalizando R$ 11 milhões, entre janeiro de 21 e novembro de 2025.
O ex-dirigente é um dos investigados por uma Força Tarefa por possíveis irregularidades cometidas durante sua gestão no clube, de janeiro de 2021 a janeiro de 2026.
