Sargento preso por suspeita de matar capitã da PM já havia sido expulso da corporação e acumulava denúncias de violência

O sargento da Polícia Militar de Minas Gerais, Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos, preso por suspeita de envolvimento na morte da capitã Michele Leão Azevedo, de 41 anos, já havia sido expulso da corporação e posteriormente reintegrado por decisão da Justiça. O caso ganhou grande repercussão após a oficial dar entrada sem vida no Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte (MG), na última segunda-feira (20), apresentando diversas lesões pelo corpo.

 

De acordo com informações divulgadas pelo Bacci Notícias, Eduardo ingressou na Polícia Militar em 2007, mas foi exonerado dois anos depois por omitir que, quando adolescente, havia sido apreendido por porte ilegal de arma de fogo. Posteriormente, a Justiça anulou a exoneração, determinando sua reintegração à corporação e o pagamento dos salários referentes ao período em que permaneceu afastado.

 

Além do histórico disciplinar, o sargento também possui registros de denúncias por violência doméstica. Em 2014 e 2016, duas ex-namoradas o acusaram de agressões e ameaças. Em um dos casos, a vítima relatou ter recebido um soco no rosto. Em outro, uma medida protetiva foi concedida pela Justiça e, segundo a denúncia, teria sido descumprida pelo militar.

 

A morte da capitã Michele Leão Azevedo segue sendo investigada pela Polícia Civil de Minas Gerais. As autoridades aguardam a conclusão dos laudos periciais para esclarecer as circunstâncias da morte e confirmar a dinâmica dos fatos.

 

O caso continua sob investigação e novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço das apurações.

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