Corte no orçamento do Banco Central ameaça investimentos em segurança e modernização do Pix

O corte de R$ 92 milhões no orçamento do Banco Central (BC), realizado pelo governo federal em junho, acendeu um alerta sobre os investimentos destinados à manutenção, modernização e segurança do Pix. Segundo informações divulgadas pela Folha de S.Paulo, servidores e especialistas apontam que a redução de recursos pode comprometer projetos tecnológicos, aumentar o risco de falhas operacionais e dificultar o fortalecimento da proteção contra ataques cibernéticos.

 

Atualmente, o Pix movimenta cerca de R$ 3 trilhões por mês e se consolidou como o principal meio de pagamentos instantâneos do país. Com o bloqueio orçamentário, contratos relacionados à tecnologia chegaram a correr risco de cancelamento.

 

Diante da situação, o governo federal autorizou, em caráter emergencial, um crédito suplementar de R$ 45 milhões para evitar impactos imediatos. No entanto, o bloqueio realizado em maio permanece, e o Banco Central estima que ainda são necessários mais R$ 75 milhões para garantir a continuidade dos investimentos considerados essenciais.

 

Hoje, o orçamento discricionário da autarquia está fixado em R$ 444 milhões, valor inferior aos R$ 500 milhões apontados por técnicos como o mínimo necessário para reduzir riscos operacionais e manter o desenvolvimento dos sistemas.

 

Em nota, o Banco Central afirmou que seus sistemas continuam operando com elevados padrões de segurança e solidez e destacou que o processo de aprimoramento da proteção do Pix é contínuo. Já o Ministério do Planejamento não se manifestou sobre o assunto. Integrantes da equipe econômica, por outro lado, afirmaram que a recente liberação de R$ 5,7 bilhões do Orçamento poderá beneficiar a autarquia e aliviar parte das restrições financeiras.

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