
Cíntia Pimentel, esposa do tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, fez um desabafo sobre as dificuldades financeiras enfrentadas pela família desde que o policial foi baleado na cabeça, em 27 de junho, em São Caetano do Sul, no estado de São Paulo.
Ronickson estava de moto, parado em um semáforo na Avenida Goiás, quando foi surpreendido por criminosos. Desde o atentado, o policial permanece internado, enquanto Cíntia divide a rotina entre o hospital e os cuidados com os filhos.
Segundo a esposa, a família deixou de contar com a renda do policial, mas as despesas continuaram. “A minha família perdeu a possibilidade de contar com a renda que ele proporcionava, enquanto as despesas continuaram existindo. As contas não param”, afirmou.
Cíntia relatou ainda que aproximadamente dois meses de contas ficaram atrasados, acumulando juros. Diante da situação, ela passou a negociar as dívidas e buscar alternativas para manter as despesas da casa.
Outro problema enfrentado pela família foi o acesso aos recursos financeiros de Ronickson. De acordo com Cíntia, a curatela só foi obtida quase dois meses após o atentado, enquanto a venda de bens ainda depende de autorização judicial.
Com a permanência do policial no hospital e a previsão de novos custos após uma eventual alta, Cíntia decidiu criar uma campanha de arrecadação para ajudar a família durante esse período.
“A ajuda não é uma oportunidade para mim. É uma necessidade”, declarou.
Atentado teria sido planejado
A Polícia Civil de São Paulo aponta que o ataque contra o tenente da Rota foi planejado. Segundo as investigações, os criminosos teriam monitorado a rotina do policial antes de realizar o atentado.
Três suspeitos já foram presos. Já Hércules da Costa Siqueira, conhecido pelos apelidos de “Golias” ou “Peruca”, é apontado como o principal suspeito de efetuar os disparos contra Ronickson e continua sendo procurado pelas autoridades.
O governo de São Paulo oferece uma recompensa de R$ 50 mil por informações que contribuam para a prisão do suspeito. O nome de Hércules também foi incluído na lista vermelha da Interpol em 6 de julho.
Enquanto as investigações continuam, a família de Ronickson enfrenta uma rotina marcada pela preocupação com a recuperação do policial e pelas dificuldades financeiras provocadas pela ausência da renda familiar.
