Qual é, afinal, o posicionamento que Lahesio Bonfim quer apresentar ao eleitor da direita no Maranhão?

Entre terça (22) e quarta-feira (23), sua campanha ao Senado alternou ausência, reclamações de “fogo amigo” e pedidos de união, deixando questões sem resposta.

 

Na terça, Lahesio não compareceu à programação de Flávio Bolsonaro em São Luís. A ausência gerou cobranças, mas sua justificativa precisa ser considerada: disse estar “abalado” por um acidente durante um evento de campanha no interior, explicação citada pelo próprio Flávio.

 

No dia seguinte, publicou um vídeo reclamando de ataques da esquerda e de setores da direita, sem mencionar a passagem de Flávio pela capital. “Se tem um candidato mais perseguido do que eu nessa eleição, ele precisa ganhar um prêmio”, afirmou.

 

Quais críticas seriam injustas e quais seriam cobranças legítimas por clareza? Ao reunir tudo no discurso de perseguição, deixou a distinção sem resposta. Também afirmou haver pesquisas eleitorais “compradas”, sem apresentar provas. Uma acusação dessa gravidade exige comprovação.

 

Horas depois, em um encontro de apoiadores de Flávio em Barra do Corda, pediu união da direita e votos para si e para Cidônio Gonçalves, ligado a um grupo diferente do de Eduardo Braide, seu aliado na disputa estadual.

 

É nessa passagem da reclamação ao pedido de apoio que aparece o “morde e assopra”: critica setores da direita e, depois, busca reunir esse campo em torno de sua candidatura. As atitudes podem coexistir, mas ele precisa explicar suas divergências e os acordos que pretende construir.

 

Não basta cobrar união quando precisa de apoio e tratar as cobranças como perseguição quando incomodam. Mais que a aflição diante das críticas, o problema é a falta de clareza.

 

Para quem pede o voto da direita, deixar o alinhamento sujeito a interpretações pode ter um custo. Lahesio precisa esclarecer: tem uma posição firme ou seu discurso muda conforme o público e a pressão do momento?

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