
Maria da Penha Silva, de 59 anos, morreu na manhã desta quinta-feira (14), após passar mais de 90 dias internada no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), no Distrito Federal. O caso gerou forte comoção e revolta entre familiares, que denunciam demora no atendimento, descaso e falta de estrutura na rede pública de saúde.
Segundo a família, Maria enfrentava uma grave infecção, com quadro avançado de necrose e risco iminente de morte, situação que já havia sido apontada pela própria equipe médica. Mesmo diante da gravidade, a paciente teria aguardado por meses a realização de uma cirurgia urgente de amputação.
Familiares afirmam que o procedimento só aconteceu após a repercussão do caso nas redes sociais e a pressão feita pela página Radar Santa Maria e Gama, que tornou pública a situação da paciente diante da falta de respostas da rede de saúde.
Ainda de acordo com os relatos, a cirurgia ocorreu quando Maria já estava em estado crítico, após sucessivos atrasos, agravamento da infecção e ausência de estrutura adequada. A família informou ainda que o procedimento foi realizado no próprio HRSM por um ortopedista, devido à falta de médico vascular na unidade.
Mesmo após a cirurgia, Maria da Penha não resistiu e faleceu na manhã desta quinta-feira.
Abalados, familiares afirmam que irão acionar a Justiça e responsabilizam o Hospital Regional de Santa Maria, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal e o Governo do Distrito Federal por suposta negligência, abandono e falhas graves no atendimento.
Para a família, a morte poderia ter sido evitada caso o atendimento adequado tivesse sido realizado ainda no início da internação.
O caso reacende debates sobre a situação da saúde pública no Distrito Federal, especialmente em relação à demora para realização de procedimentos considerados urgentes e à falta de especialistas em hospitais da rede.
Familiares e amigos lamentaram profundamente a morte de Maria da Penha Silva.
Nossos mais sinceros sentimentos à família e amigos neste momento de dor.
