
A Anvisa autorizou a produção no Brasil da vacina contra chikungunya desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica Valneva. O imunizante, chamado XCHIQ, torna-se o primeiro aprovado no país para prevenção da doença e agora poderá ser fabricado em território nacional.
Embora já tivesse sido aprovado anteriormente, a vacina era produzida fora do Brasil. Com a nova autorização, o Butantan passa a integrar o processo produtivo, o que deve ampliar o acesso da população ao imunizante e abrir caminho para sua futura incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS).
A vacina é indicada para pessoas entre 18 e 59 anos que apresentam maior risco de exposição ao vírus. No entanto, não é recomendada para gestantes, pessoas imunodeficientes ou com o sistema imunológico comprometido.
Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti — o mesmo responsável pela dengue —, a Chikungunya pode provocar febre alta e dores intensas nas articulações. Em muitos casos, essas dores se tornam crônicas, podendo persistir por anos e impactar significativamente a qualidade de vida dos pacientes.
Os números recentes reforçam a importância da nova vacina:
Mais de 127 mil casos registrados no Brasil em 2025
125 mortes no mesmo período
Cerca de 620 mil casos em todo o mundo
Nos estudos clínicos de fase 3, o imunizante apresentou alta eficácia. A resposta imunológica foi observada em até 98,8% dos participantes sem contato prévio com o vírus e chegou a 100% entre aqueles que já haviam sido infectados. Além disso, a proteção permaneceu acima de 99% após seis meses.
A produção nacional da vacina representa um avanço estratégico no combate à chikungunya, além de fortalecer a autonomia do Brasil no desenvolvimento e distribuição de imunizantes.
