
Operação contou com uso de cordas devido às más condições climáticas; Juliana Marins estava desaparecida há quatro dias
A operação de resgate do corpo da brasileira Juliana Marins, que desapareceu durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia, teve início por volta das 8h desta quarta-feira (22h de terça-feira no horário de Brasília). Juliana foi encontrada morta após passar quatro dias desaparecida em uma região de difícil acesso no vulcão.
O corpo foi localizado por um socorrista voluntário a cerca de 600 metros de profundidade. Inicialmente, havia a suspeita de que ela estivesse ainda mais abaixo, a cerca de 950 metros, mas essa hipótese foi descartada até o momento. O resgate está sendo realizado com o uso de cordas, já que as condições climáticas impediram o envio de helicópteros para a operação.
Segundo a Agência Nacional de Busca e Resgate da Indonésia, a decisão de iniciar a retirada do corpo só foi tomada nesta quarta-feira devido à baixa visibilidade e aos riscos do terreno. Equipes de resgate acamparam em dois pontos estratégicos: uma com três pessoas a 400 metros de profundidade, e outra com quatro a 600 metros.
Nas redes sociais, os socorristas alertaram sobre os perigos da trilha no Monte Rinjani, classificada como “turismo de aventura extrema”. Em uma publicação, pediram respeito à atuação das equipes de resgate: “Quando acontecer um acidente, não culpe os resgatistas, a menos que você já tenha estado no lugar deles”.
Após ser içado com o uso de cordas, o corpo de Juliana será levado de maca até o posto de Sembalun. De lá, será transportado de helicóptero ao hospital Bayangkara, onde passará pelos trâmites legais antes de ser liberado às autoridades brasileiras.
Juliana Marins era natural do Brasil e realizava a trilha sozinha. As circunstâncias exatas de sua queda ainda estão sendo apuradas pelas autoridades locais.
