
Débora Cruz, cantora, tecladista e sobrinha do sambista Arlindo Cruz, morreu aos 45 anos na terça-feira (21). A informação foi confirmada por seu primo, Arlindinho, por meio das redes sociais. A causa da morte não foi divulgada pela família.
A artista estava afastada dos palcos desde que sofreu um acidente vascular cerebral (AVC). A notícia gerou grande comoção entre familiares, amigos e admiradores, que prestaram homenagens e destacaram a importância de Débora para o samba.
Em uma emocionante mensagem publicada nas redes sociais, Arlindinho lamentou a perda da prima.
“Hoje a nossa família se despede da sua voz mais linda. Tive a honra de dividir o palco com você, e esses momentos ficarão guardados para sempre na minha memória. Obrigado por tudo o que você representou para nós. Sua voz será eterna. Descanse em paz. Nós te amamos.”
Flora Cruz e Babi Cruz também manifestaram pesar pela morte da cantora, enquanto diversas mensagens de carinho foram compartilhadas por artistas e fãs.
Filha do compositor Acyr Marques, Débora Cruz iniciou sua trajetória na música ainda na infância, cantando e tocando teclado em uma igreja evangélica. Mais tarde, consolidou sua carreira no samba como intérprete e vocal de apoio, dividindo o palco com grandes nomes do gênero, entre eles Carlos Dafé, Reinaldo, Xande de Pilares, Beleleu, Wander Pires e Arlindo Cruz.
No carnaval carioca, integrou o carro de som da escola Arranco de Cascadura e também passou por tradicionais agremiações, como Estácio de Sá, Mocidade Independente de Padre Miguel e Unidos do Viradouro.
Em 2002, apresentou a canção “Sambista de Fato”, composta especialmente por seu pai, durante o Festival Fábrica do Samba. O Renascença Clube também homenageou a artista, ressaltando sua voz marcante, talento e importante contribuição para o samba carioca.
A morte de Débora Cruz representa uma grande perda para a música brasileira, especialmente para o samba, onde sua trajetória ficou marcada pelo talento, dedicação e amor à cultura popular.
