A Justiça de São Paulo decidiu manter a prisão preventiva do coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de envolvimento na morte da esposa, a soldado Gisele Alves Santana. A decisão foi tomada após avaliação do andamento do processo, que não apontou fatos novos capazes de justificar a liberação do oficial.
O caso ganhou grande repercussão após a morte de Gisele, de 32 anos, registrada dentro do apartamento do casal na região central da capital paulista. No início das investigações, a ocorrência foi tratada como suicídio. No entanto, a análise de novas evidências levou o Ministério Público a denunciar o coronel por feminicídio e fraude processual.
De acordo com os autos, exames periciais e informações reunidas durante a investigação levantaram suspeitas sobre a dinâmica dos acontecimentos e indicaram possíveis episódios anteriores de violência doméstica. Familiares da vítima também contestaram a versão inicialmente apresentada.
Preso desde março, Geraldo Leite Rosa Neto continuará detido enquanto o processo segue para a fase de instrução. As audiências para ouvir testemunhas e demais envolvidos estão marcadas para ocorrer entre os dias 29 de junho e 3 de julho.
A defesa do coronel sustenta sua inocência e afirma que irá apresentar elementos para contestar as acusações ao longo do julgamento. O caso segue sob análise da Justiça paulista.
