
O deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA), réu em ação penal que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposto desvio de emendas parlamentares, optou por permanecer em silêncio durante seu interrogatório nesta quinta-feira (28/8).
Maranhãozinho compareceu à Corte, mas seguiu a orientação de sua defesa técnica e não respondeu às perguntas do juiz auxiliar responsável pela oitiva. Os advogados alegaram que não tiveram acesso a todas as provas apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) na denúncia.
Além de Maranhãozinho, também são réus no processo o deputado Pastor Gil (PL-MA) e o suplente Bosco Costa (PL-SE). Diferentemente do colega, Pastor Gil decidiu prestar depoimento e negou as acusações.
As defesas de alguns investigados chegaram a solicitar o adiamento dos interrogatórios, mas o pedido foi negado pelo relator do caso, ministro Cristiano Zanin. Em decisão, o magistrado destacou que não havia impedimento para a realização da audiência.
“Não existe, enfatizo, impedimento à realização do ato processual já ordenado. A eventual inclusão aos autos de outros elementos probatórios cujo conteúdo ou amplitude, neste instante, é desconhecida, não tem o condão de obstar a realização dos interrogatórios”, afirmou Zanin.
O processo apura um suposto esquema de desvio de emendas parlamentares, envolvendo oito réus, entre eles os três políticos do PL.
