
A escalada protecionista de Trump, com tarifas elevadas sobre produtos importados da China e de outros parceiros comerciais, gerou instabilidade nos mercados financeiros e aumentou a aversão ao risco por parte dos investidores. Em resposta, houve uma fuga de capitais de economias emergentes, pressionando moedas como o real, o peso argentino e a lira turca.
Especialistas apontam que os países em desenvolvimento, por apresentarem maior vulnerabilidade fiscal e dependência de commodities, sofrem mais intensamente os efeitos da guerra comercial. A desvalorização cambial eleva os custos de importação, pressiona a inflação e complica ainda mais o cenário econômico dessas nações.
Apesar de oscilações momentâneas, como a queda pontual do dólar registrada hoje, o cenário segue incerto. Investidores continuam atentos aos desdobramentos da política comercial norte-americana e à capacidade de resposta das economias afetadas. O Brasil, em especial, precisará reforçar sua credibilidade econômica e atratividade para evitar um aprofundamento da desvalorização do real.
