
O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) condenou Glaycon Fernandes da Silva a 69 anos e 2 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo feminicídio da esposa, Zelande Borges Silva, de 38 anos. A vítima foi morta com cerca de sete golpes de facão na cabeça, em um crime ocorrido em 29 de agosto de 2025, em Planaltina de Goiás, no Entorno do Distrito Federal.
A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público de Goiás (MPGO). Durante o julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu as circunstâncias que agravaram a pena pelo feminicídio, incluindo o meio cruel empregado e o recurso utilizado pelo réu para dificultar a defesa da vítima. Também foi reconhecida a condição de Zelande como mãe de dois adolescentes.
Crime ocorreu dentro da casa da vítima
De acordo com a denúncia, o casal mantinha um relacionamento havia aproximadamente três anos, marcado por episódios de violência física, patrimonial e psicológica.
Na data do crime, após iniciar uma discussão com a companheira, Glaycon a atacou com um facão. A violência foi tão intensa que a lâmina da arma se rompeu. Zelande ainda tentou se defender com as mãos, mas sofreu ferimentos graves, incluindo a amputação parcial dos dedos.
O laudo cadavérico apontou traumatismo cranioencefálico como causa da morte.
Suspeito confessou o crime à mãe
O caso veio à tona depois que a mãe de Glaycon acionou a Polícia Militar. Segundo as informações da denúncia, ela recebeu uma ligação do filho, durante a qual ele confessou ter matado a companheira.
Após o assassinato, o condenado trocou de roupa, pegou o celular da vítima e fugiu. Posteriormente, vendeu o aparelho para conseguir dinheiro.
Glaycon foi preso no Distrito Federal em 7 de outubro de 2025, cerca de dois meses após o feminicídio. Ele permaneceu preso durante toda a tramitação do processo até o julgamento.
Condenação ultrapassa 69 anos de prisão
A pena pelo feminicídio foi fixada em 67 anos e 6 meses de reclusão. Além disso, Glaycon foi condenado por furto majorado, recebendo mais 1 ano e 8 meses de prisão, além de 70 dias-multa.
Com a soma das penas, a condenação total chegou a 69 anos e 2 meses de reclusão, em regime inicial fechado.
A decisão foi proferida após o Conselho de Sentença acolher a acusação apresentada pelo Ministério Público de Goiás.
