Jornalista é acusado de racismo religioso após fala preconceituosa sobre religiões de matriz africana em Parnarama-MA

A ativista Semia Santos veio a público nesta terça-feira (14) manifestar veemente repúdio à fala do jornalista JJ Pereira, proferida durante a gravação de uma denúncia sobre as condições do cemitério municipal de Parnarama. Segundo Semia, o jornalista associou de forma pejorativa e intolerante as religiões de matriz africana ao satanismo, referindo-se a “rituais satânicos dos macumbeiros”.

Em nota, Semia classificou a declaração como “preconceituosa” e uma “expressão clara de racismo religioso”, apontando que esse tipo de discurso reforça estigmas e marginaliza as tradições de comunidades que praticam o Candomblé, a Umbanda e outras religiões afro-brasileiras.

“A fala desrespeita as tradições ancestrais de comunidades que praticam religiões de matriz africana. Isso atenta contra a dignidade de povos historicamente perseguidos por sua fé”, afirmou Semia.

A ativista exigiu a retratação pública imediata do jornalista, além da atuação do Ministério Público e da Defensoria Pública para que o caso seja investigado. Ela também cobrou ações concretas para a valorização e proteção dos povos de terreiro na região.

Por fim, Semia Santos declarou solidariedade irrestrita às casas de axé e aos praticantes das religiões afro-brasileiras, elogiando sua resistência marcada pela dignidade, fé e amor à ancestralidade.

O caso gerou ampla repercussão nas redes sociais e mobilizou líderes religiosos, entidades de direitos humanos e defensores da liberdade religiosa, que também pedem providências legais diante da fala discriminatória.

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