A Justiça de Minas Gerais converteu em prisão preventiva a prisão em flagrante de Kauã Bryan de Oliveira da Rocha, de 21 anos, suspeito de matar a mulher trans Giselly Mattarazzo, conhecida como Wal, de 45 anos, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada na última segunda-feira (6).
O crime ocorreu no último sábado (4) e é investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais. De acordo com informações divulgadas pela Itatiaia, a vítima foi encontrada morta sobre a cama, com pelo menos 25 perfurações provocadas por faca e sinais de queimaduras nos cabelos. As investigações apontam que o suspeito teria tentado incendiar o corpo após o homicídio, em uma possível tentativa de ocultar vestígios do crime.
Segundo a Polícia Militar, Kauã foi localizado no mesmo bairro após ser agredido por moradores. No momento da abordagem, ele estava com o celular e um cartão bancário pertencentes à vítima.
Ao decidir pela conversão da prisão em flagrante para prisão preventiva, o juiz Elexander Camargos Diniz destacou a extrema violência empregada no crime e a necessidade de garantir a ordem pública e o andamento das investigações. Conforme a decisão, além da tentativa de destruir provas ao atear fogo no corpo da vítima, o investigado deixou o imóvel levando pertences de Wal e, em seguida, foi até uma distribuidora de bebidas.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que dará continuidade à apuração para esclarecer todas as circunstâncias do homicídio.
