MC Cabelinho recorre de condenação por episódio do “balde” em show e alega cerceamento de defesa

A recente condenação de MC Cabelinho na Justiça segue rendendo polêmica e movimentando os bastidores jurídicos e do entretenimento. Após ser sentenciado a pagar uma indenização de R$ 3 mil ao fã Maurício Benedicto da Silva, o cantor decidiu recorrer da decisão e tenta reverter o resultado do processo.

O caso teve origem em um show realizado no Via Music Hall, em novembro de 2024, quando, durante a apresentação, Cabelinho incentivou o público a lançar objetos para o alto com a frase: “Tá na hora de o balde voar nesta porra!”. A fala, segundo o artista, teria sido apenas uma expressão para animar os presentes, sem a intenção de causar qualquer dano físico.

No entanto, a incitação resultou em uma série de objetos arremessados pela plateia, incluindo garrafas e outros itens, que acabaram atingindo Maurício Benedicto, levando-o a processar o cantor. O juiz responsável pelo caso entendeu que houve responsabilidade do artista e determinou a indenização.

Defesa questiona decisão judicial

Inconformado com a sentença, MC Cabelinho apresentou um “recurso inominado”, cuja cópia foi obtida com exclusividade pela coluna Fábia Oliveira. No documento, a defesa do cantor alega que houve cerceamento de defesa durante o processo.

O principal argumento é que a Justiça teria negado a oitiva de uma testemunha chave, que estava presente no show e poderia dar uma versão favorável ao cantor. A justificativa do juiz para não ouvir a testemunha foi de que se tratava de um funcionário do próprio MC Cabelinho, o que, segundo a decisão, comprometeria a isenção do depoimento.

Para os advogados do artista, essa negativa prejudicou a ampla defesa garantida por lei. Caso o Tribunal acolha esse argumento, a decisão anterior poderá ser anulada, e o processo terá de voltar à fase de produção de provas.

Fala em “sentido figurado”

Outro ponto destacado por Cabelinho no recurso é o contexto de sua fala durante o show. Ele sustenta que a expressão sobre o “balde voar” foi apenas uma maneira simbólica de estimular o público, sem intenção de causar tumulto ou dano. Para a defesa, não há nexo direto entre as palavras do cantor e os ferimentos sofridos por Maurício Benedicto.

Agora, o caso segue em análise na Justiça. A expectativa é de que uma nova decisão sobre o recurso saia nos próximos meses.

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