A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro anunciou, nesta terça-feira (30), sua saída da presidência do PL Mulher, encerrando um período à frente da ala feminina do Partido Liberal. Com a decisão, ela também abre mão do salário mensal de R$ 33.848,30 pago pela legenda, conforme consta na prestação de contas do PL Nacional encaminhada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A saída ocorre em meio a um cenário de tensões internas no partido, especialmente diante da crise envolvendo o enteado, Flávio Bolsonaro, apontado como pré-candidato à Presidência da República pela sigla.
Em nota, Michelle afirmou que a decisão foi motivada pela necessidade de dedicar mais tempo aos cuidados do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar após ser condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.
No comunicado, a ex-primeira-dama não comentou sobre seus planos políticos nem indicou se pretende disputar algum cargo nas próximas eleições. A decisão marca uma mudança em sua atuação dentro do PL, partido no qual ganhou projeção nacional ao liderar ações voltadas ao público feminino e participar de campanhas eleitorais em diferentes estados.
