Mundo: Presidente Donald Trump impõe tarifa de 25% sobre importações de aço e alumínio, afetando o Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta segunda-feira (10) uma Ordem Executiva que impõe uma tarifa de 25% sobre todas as importações de aço e alumínio para o país. A medida, que havia sido prometida no domingo (9), afeta diretamente o Brasil, um dos principais fornecedores de aço para os EUA.

Durante conversa com jornalistas no avião presidencial, Trump destacou que a decisão se aplica a todos os países, inclusive aliados históricos. “Qualquer aço que entrar nos Estados Unidos terá uma tarifa de 25%”, afirmou.

Impacto para o Brasil e outros países

De acordo com o Departamento de Comércio dos EUA, o Brasil é o terceiro maior fornecedor de aço para o país, atrás apenas de Canadá e México. A restrição pode ter consequências significativas para o setor siderúrgico brasileiro, que depende fortemente das exportações para o mercado norte-americano.

Além do Brasil, outros grandes exportadores de metal para os EUA, como Coreia do Sul e Vietnã, também serão impactados. No setor de alumínio, o Canadá, que responde por 79% do total de importações da matéria-prima nos primeiros 11 meses de 2024, deve ser o mais afetado. O México, importante fornecedor de sucata e liga de alumínio, também sofrerá as consequências da nova tarifa.

Histórico de tarifas e possível retaliação

Esta não é a primeira vez que Trump impõe tarifas sobre aço e alumínio. Durante seu primeiro mandato (2017-2021), ele adotou medidas semelhantes, causando preocupação entre exportadores brasileiros. Na época, a decisão foi revertida após negociações diplomáticas.

Desta vez, no entanto, Trump sugeriu que novas tarifas podem ser aplicadas de forma recíproca contra países que impõem restrições às importações norte-americanas. Essa estratégia pode intensificar disputas comerciais e afetar ainda mais o comércio global.

A decisão de Trump acontece em um momento em que sua política econômica ganha destaque nas eleições presidenciais dos EUA, nas quais ele busca um novo mandato. O governo brasileiro ainda não se manifestou oficialmente sobre as medidas e seus impactos no setor siderúrgico nacional.

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