
O padre Danilo César, ligado à paróquia de Areial, na , firmou um acordo judicial no qual se compromete a pedir desculpas públicas à família da cantora após declarações consideradas ofensivas e intolerantes feitas durante uma missa no ano passado.
O acerto foi estabelecido em 11 de abril no âmbito de uma ação por danos morais e ainda depende de homologação da Justiça. Pelos termos definidos, a retratação deverá ocorrer em até 30 dias após a validação judicial, durante uma celebração transmitida no canal da paróquia no YouTube — o mesmo ambiente em que a fala original ganhou repercussão.
O pedido de desculpas deverá citar nominalmente familiares da artista, incluindo o cantor . No acordo, o religioso reconhece o caráter ofensivo de suas declarações e o impacto causado aos parentes da cantora.
Caso não cumpra a obrigação, o padre poderá ser penalizado com multa que pode chegar a R$ 370 mil. Além disso, foi estabelecida a doação de oito cestas básicas a uma instituição indicada pela família.
O episódio ocorreu em julho do ano passado, quando, durante um sermão, o sacerdote mencionou Preta Gil e associou a morte da artista à fé em religiões de matriz afro-indígena. A transmissão provocou forte reação nas redes sociais e motivou a abertura de medidas nas esferas cível e criminal.
Na esfera penal, Danilo César já havia firmado, em fevereiro, um acordo com o na Paraíba para evitar o prosseguimento da ação criminal. Entre as medidas assumidas estavam a participação em ato inter-religioso, a produção de resenhas sobre intolerância religiosa, a realização de cursos com carga horária mínima e o pagamento de valor destinado a uma entidade de apoio a comunidades afrodescendentes.
