
Um perito criminal da Polícia Federal foi afastado de suas funções por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, após suspeitas de vazamento de informações sigilosas ligadas à Operação Compliance Zero, que investiga o Banco Master.
De acordo com a investigação, o servidor teria repassado dados protegidos da apuração a integrantes da imprensa entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026. O caso envolve a divulgação de informações sobre um contrato firmado entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, ligado à advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes.
O contrato chamou atenção pelos altos valores. Documentos da investigação apontam previsão de pagamentos de aproximadamente R$ 129 milhões ao longo de três anos, com repasses mensais estimados em R$ 3,6 milhões. Informações da Receita Federal indicam ainda que mais de R$ 80 milhões já teriam sido pagos ao escritório entre 2024 e 2025.
Além do afastamento do perito, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão e outras medidas cautelares autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal. A apuração foi aberta após a defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, alegar que conteúdos extraídos de celulares apreendidos apareceram na imprensa antes mesmo de a defesa ter acesso integral ao material investigado.
Em nota divulgada anteriormente, o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados afirmou que os serviços prestados ao banco envolveram consultoria jurídica e elaboração de pareceres técnicos, negando qualquer atuação em processos do Banco Master no STF.
O caso segue sob investigação da Polícia Federal e supervisionado pelo Supremo Tribunal Federal.
