
A Polícia Federal investiga um repasse de R$ 14,2 milhões feito por um fundo ligado à refinaria Refit para uma empresa imobiliária pertencente à família do senador Ciro Nogueira. O caso surgiu no âmbito da Operação Sem Refino, que apura suspeitas de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e corrupção envolvendo o setor de combustíveis no país.
Segundo as investigações, a transferência financeira passou a ser analisada após movimentações consideradas atípicas pelos investigadores. A Polícia Federal busca esclarecer a origem dos recursos, a finalidade do pagamento e possíveis conexões entre empresas envolvidas no esquema investigado.
Em manifestação pública, o senador confirmou a existência da transação, mas afirmou que o valor corresponde à venda legal de um terreno localizado na zona rural de Teresina, no Piauí. De acordo com ele, a área teria sido negociada para a instalação de uma distribuidora de combustíveis.
Ciro Nogueira também ressaltou que não possui participação direta na administração da empresa imobiliária da família e negou qualquer irregularidade no negócio. A defesa do parlamentar sustenta que a operação foi realizada dentro da legalidade, com documentação regular e registro formal da negociação.
A Operação Sem Refino investiga um suposto esquema de fraudes tributárias e movimentações financeiras suspeitas relacionadas ao mercado de combustíveis. A Polícia Federal e outros órgãos de controle analisam contratos, transferências bancárias e a atuação de empresas ligadas ao setor.
Até o momento, não há acusação formal contra o senador. As investigações seguem em andamento sob sigilo parcial.
