
A Polícia Federal (PF) realizou, nesta terça-feira (19), a operação “Falsas Aparências” para desarticular um grupo criminoso suspeito de fraudar o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), causando um prejuízo estimado em R$ 3 milhões aos cofres públicos.
Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão nos municípios de Parnaíba e Cocal, ambos localizados no Piauí. Segundo as investigações, os suspeitos utilizavam documentos falsos para solicitar benefícios previdenciários, simulando profissões inexistentes e manipulando advogados para formalizar os pedidos junto ao INSS.
O esquema envolvia ainda a participação de profissionais de saúde, que tinham conhecimento das fraudes e colaboravam para validar os documentos apresentados. Além disso, alguns dos beneficiários sabiam da falsificação e aceitavam participar da fraude em troca de parte do valor recebido.
Quando os pedidos de benefício eram negados administrativamente pelo INSS, o grupo recorria à Justiça, insistindo com a documentação falsificada para garantir a concessão do dinheiro indevido. Até o momento, a PF identificou mais de 100 benefícios fraudulentos ligados à atuação da quadrilha.
Os investigados poderão responder por crimes de estelionato e lavagem de dinheiro, com penas que podem ultrapassar 10 anos de prisão, além de multa.
A operação “Falsas Aparências” faz parte da Força-Tarefa Previdenciária e Trabalhista, uma parceria entre a Polícia Federal, o Ministério da Previdência Social e o Ministério Público Federal (MPF), que atua no combate a crimes contra o sistema previdenciário em todo o país.
A PF segue investigando o caso para identificar todos os envolvidos e recuperar os valores desviados.
