
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e três meses de prisão pelo crime de golpe de Estado. Além da pena, o capitão reformado terá de pagar uma multa de R$ 379 mil e ainda responder de forma solidária, junto com outros condenados, pelo pagamento de uma dívida de R$ 30 milhões.
A decisão abre caminho para que a família Bolsonaro enfrente um cenário de dívidas pesadas, somado a investigações paralelas sobre movimentações financeiras consideradas suspeitas pela Polícia Federal (PF) e pela Receita Federal.
Michelle Bolsonaro na mira da PF
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também poderá sofrer consequências diretas do julgamento do marido. No mês passado, a PF comunicou ao STF que Jair Bolsonaro transferiu R$ 2 milhões para a esposa um dia antes de depor no processo sobre a tentativa de golpe de Estado.
Segundo o relatório, o repasse pode ter sido uma estratégia para proteger parte do patrimônio diante de um possível bloqueio judicial. A operação está sob análise da Justiça.
Eduardo Bolsonaro investigado
O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) entrou oficialmente no rol dos investigados. Ele teria recebido outros R$ 2 milhões do pai em meio a uma viagem aos Estados Unidos. De lá, o parlamentar passou a defender publicamente a adoção de sanções do governo de Donald Trump contra o Brasil.
As autoridades apuram se a transferência tem relação com crimes financeiros ou tentativa de blindar recursos familiares.
Flávio Bolsonaro na malha fina
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho mais velho do ex-presidente, enfrenta problemas com a Receita Federal. O órgão cobra R$ 286 mil referentes a débitos do Imposto de Renda Pessoa Física.
Com o cerco judicial e fiscal, a família Bolsonaro enfrenta simultaneamente processos criminais, dívidas milionárias e suspeitas de blindagem patrimonial.
