
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que enviará sistemas de defesa antiaérea Patriot à Ucrânia, em uma decisão que ocorre apenas duas semanas após Washington ter suspendido algumas entregas de armas a Kiev. A medida é vista como um passo importante no reforço da defesa ucraniana em meio aos contínuos ataques russos.
A confirmação foi feita neste domingo (13/7), quando Trump afirmou que os sistemas Patriot são “essenciais” para que Kiev possa se proteger das ofensivas russas, em um momento de tensão crescente com o presidente da Rússia, Vladimir Putin.
A agenda diplomática em Washington deve ganhar força nesta segunda-feira (14/7), com a visita do secretário-geral da Otan, Mark Rutte, à Casa Branca, onde se reunirá com Trump no Salão Oval. Também participará do encontro o secretário de Estado, Marco Rubio, reforçando o alinhamento político e militar entre os Estados Unidos e a aliança atlântica em relação ao conflito.
Além disso, o enviado americano Keith Kellogg iniciou uma nova visita à Ucrânia nesta segunda-feira, sinalizando o fortalecimento das relações bilaterais e o acompanhamento direto da situação em Kiev.
A decisão de Trump foi recebida com apoio por autoridades ucranianas. “A paz por meio da força é o princípio do presidente americano Donald Trump, e nós apoiamos essa abordagem”, comentou o principal assessor do presidente ucraniano, Andriy Yermak, em uma publicação no Telegram.
Para analistas, novos anúncios podem surgir nos próximos dias, reforçando o suporte dos EUA à Ucrânia. “Acredito que poderíamos perfeitamente ver anúncios tanto de novas entregas de armas quanto, na visita de Keith Kellogg, uma mensagem positiva de apoio político e militar à Ucrânia”, disse Martin Quencez, analista em geopolítica e diretor do think tank German Marshall Fund, em Paris, à RFI.
Os sistemas Patriot são considerados estratégicos para a defesa de cidades e infraestruturas críticas ucranianas, especialmente diante dos recentes ataques aéreos russos. O envio ocorre em um contexto de tensões renovadas entre Washington e Moscou, com Trump prometendo “anúncios importantes” em relação à Rússia ainda nesta semana.
(Via: @rfi_br)
