
A decisão ocorre no mesmo dia em que os EUA oficializaram sua saída do Conselho de Direitos Humanos da ONU, medida criticada por organizações internacionais. Trump justificou a decisão afirmando que o órgão é “tendencioso contra Israel” e “ineficiente na promoção dos direitos humanos”.
Durante a reunião, Trump reafirmou seu compromisso com Israel e disse que a administração americana tomará medidas para garantir que Gaza não seja mais um “santuário para grupos terroristas”. O presidente não especificou de que forma os EUA exerceriam controle sobre a região, mas fontes da Casa Branca indicam que Washington poderá estabelecer uma presença militar ou apoiar uma administração aliada no território.
A declaração provocou reações imediatas da comunidade internacional. A Autoridade Palestina classificou a medida como “uma agressão colonialista” e prometeu resistência. Já líderes árabes e europeus expressaram preocupação com a escalada do conflito na região.
O governo de Israel, por sua vez, não comentou diretamente a possibilidade de domínio americano sobre Gaza, mas Netanyahu reforçou que a segurança de Israel continua sendo sua prioridade. “Israel não permitirá que Gaza seja uma ameaça permanente à nossa população”, afirmou o premiê.
Analistas apontam que a decisão de Trump pode acirrar ainda mais as tensões no Oriente Médio e comprometer futuras negociações de paz. Além disso, a retirada dos EUA do Conselho de Direitos Humanos da ONU enfraquece o papel do país na mediação de conflitos internacionais, segundo especialistas.
A Casa Branca deve divulgar mais detalhes sobre a política para Gaza nos próximos dias, enquanto a comunidade internacional segue atenta aos desdobramentos da decisão.
