Uso diário de maconha por mais de 30 anos reacende debate sobre riscos do consumo prolongado

A declaração da atriz Luana Piovani de que fuma maconha diariamente há mais de 30 anos e não se considera dependente da substância voltou a colocar em pauta os possíveis impactos do uso prolongado da cannabis na saúde.

Segundo informações divulgadas pela coluna de Fábia Oliveira, do Metrópoles, especialistas alertam que o consumo frequente da droga pode aumentar o risco de dependência, além de comprometer funções cognitivas como memória, atenção e capacidade de concentração.

Médicos também apontam que o uso contínuo da cannabis pode favorecer o surgimento ou agravamento de transtornos mentais, incluindo ansiedade, depressão e episódios psicóticos, especialmente em pessoas com predisposição genética.

Além dos efeitos sobre o cérebro, a substância também pode provocar alterações no sistema cardiovascular. De acordo com especialistas, o consumo pode elevar o risco de arritmias, infarto e acidente vascular cerebral (AVC), principalmente entre indivíduos que já apresentam fatores de risco para doenças cardíacas.

Os profissionais ressaltam, no entanto, que os efeitos da cannabis variam de pessoa para pessoa. Aspectos como predisposição genética, frequência de uso, quantidade consumida e condições de saúde influenciam diretamente os impactos da substância no organismo.

O debate sobre o uso recreativo da maconha continua dividindo opiniões, enquanto especialistas reforçam a importância de informação baseada em evidências científicas para que a população conheça os possíveis riscos e tome decisões conscientes sobre o consumo.

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