
Um idoso faleceu nesta terça-feira (26) enquanto esperava atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O caso gerou comoção entre os pacientes e questionamentos sobre a qualidade do atendimento prestado na unidade.
De acordo com informações de testemunhas, o idoso deu entrada na UPA por volta das 15h. Ele teria reclamado de mal-estar antes de desmaiar no banheiro da unidade. Apesar disso, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES), o atendimento ao paciente foi realizado em apenas oito minutos após sua chegada.
A SES informou, por meio de nota, que todas as medidas de emergência foram tomadas pela equipe médica assim que o caso foi identificado. “O paciente foi prontamente atendido e submetido a procedimentos de reanimação, mas, infelizmente, veio a óbito”, declarou a Secretaria.
No entanto, familiares e pessoas que estavam no local relataram demora no atendimento inicial e alegaram que o idoso ficou sem acompanhamento por um período crítico. “Ele estava muito mal e parecia não ter ninguém para ajudá-lo rapidamente. A sensação de impotência foi muito grande”, afirmou um dos pacientes que presenciaram a situação.
O caso levanta preocupações sobre a superlotação e a falta de recursos nas unidades de saúde do estado, problema que frequentemente afeta a qualidade e a rapidez no atendimento médico. De acordo com dados recentes, UPAs de várias regiões do Rio têm enfrentado alta demanda, o que compromete o fluxo de atendimento emergencial.
A família do idoso, que preferiu não divulgar sua identidade, anunciou que pretende buscar esclarecimentos e, se necessário, responsabilizar a administração da UPA por possível negligência.
A investigação do caso
A Secretaria Estadual de Saúde afirmou que abriu uma investigação para apurar as circunstâncias do ocorrido e verificar se houve falhas no protocolo de atendimento. “Estamos comprometidos em esclarecer o caso e garantir que medidas sejam adotadas para evitar que situações semelhantes aconteçam novamente”, afirmou o órgão.
Especialistas em saúde pública destacam que a eficiência no atendimento em emergências depende de infraestrutura adequada, treinamento das equipes e investimento contínuo. “Casos como esse são um alerta para a necessidade de reforço no sistema de saúde, principalmente em regiões de alta demanda”, afirmou a médica Adriana Lemos, especialista em saúde coletiva.
O caso segue repercutindo entre usuários do sistema público de saúde e autoridades, que cobram respostas rápidas e ações concretas para evitar novas tragédias.
