
O humorista e influenciador digital Whindersson Nunes usou as redes sociais nesta segunda-feira (15/9) para ironizar uma reportagem que revelou um contrato de R$ 11 milhões firmado entre uma empresa dele e o governo do Piauí.
Em seu perfil no X (antigo Twitter), Whindersson escreveu:
“A papuda me espera”, em referência ao presídio da Papuda, em Brasília. A frase faz alusão a um antigo vídeo viral do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no qual ele pedia para ser preso dizendo: “Tem que prender, eu moro em Barueri, sejam rápidos eu não aguento mais”.
A empresa Tron Atividades de Apoio à Educação Ltda, da qual Whindersson é sócio, assinou um contrato com a Secretaria de Educação do Piauí em 19 de agosto de 2024, com o objetivo de fornecer cursos de robótica e capacitação para escolas estaduais.
Contrato sem licitação
O contrato foi firmado por dispensa de licitação, o que levantou questionamentos. O valor inicial era de R$ 4,99 milhões, mas após aditivos já chega a R$ 11 milhões.
Em fevereiro de 2025, o Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI) aceitou uma representação que contesta a legalidade da contratação sem licitação, alegando que outras empresas no Brasil também estariam aptas a oferecer o mesmo serviço.
A denúncia foi revelada pelo jornalista José Ribas Neto, de Teresina (PI), e confirmada pela coluna que publicou a reportagem.
Posição das partes
Até a tarde desta segunda-feira, Whindersson Nunes e a Secretaria de Educação do Piauí não haviam se manifestado oficialmente sobre a polêmica. A reportagem será atualizada assim que houver respostas.
